Ela dizia que estava tudo bem.
Mesmo quando saía de uma conversa se sentindo pequena. Mesmo quando aceitava mais uma vez o que já tinha decidido que não aceitaria. Mesmo quando a mesma dor voltava, com outro nome e outro rosto.
A verdade estava ali, como uma janela aberta. Mas olhar para ela significava admitir que algo precisava mudar.
Até que um dia ela percebeu: não faltava luz. Faltava coragem para abrir os olhos.
Enxergar pode doer, mas também pode ser o começo de novas escolhas.
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